sexta-feira, 15 de julho de 2011

O pássaro profeta




Dia após dia foram traçadas
Vias imaginárias
Escapatórias ilustres e planejadas
Para minhas fugas diárias. 

Não por ninguém e,sim, por mim
Deparei-me com a visão de liberdade
Era meu destino ser assim
Embora contra a própria verdade. 

Despedaçado, dilacerado em lacres
Cristal por cristal
Joias fartas e medíocres 
Que construíram minha Catedral.

De deslumbrantes ilusões
Se baseou o meu Império
Traí sonhos e emoções
E levei fracassos a sério. 

Percorri luas e planetas decadentes
Implorei em frente aos portões do Céu
Esperanças minhas, infundadas e descrentes
Voavam com as pombas ao léu. 

E parto, agora, por um caminho infinito
Ainda que não atinja minha meta
Porque o mundo nunca será mais bonito
Do que perante os olhos de um menino poeta. 



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