Dia após dia foram traçadas
Vias imaginárias
Escapatórias ilustres e planejadas
Para minhas fugas diárias.
Não por ninguém e,sim, por mim
Deparei-me com a visão de liberdade
Era meu destino ser assim
Embora contra a própria verdade.
Despedaçado, dilacerado em lacres
Cristal por cristal
Joias fartas e medíocres
Que construíram minha Catedral.
De deslumbrantes ilusões
Se baseou o meu Império
Traí sonhos e emoções
E levei fracassos a sério.
Percorri luas e planetas decadentes
Implorei em frente aos portões do Céu
Esperanças minhas, infundadas e descrentes
Voavam com as pombas ao léu.
E parto, agora, por um caminho infinito
Ainda que não atinja minha meta
Ainda que não atinja minha meta
Porque o mundo nunca será mais bonito
Do que perante os olhos de um menino poeta.

